Um blog para contar o que acontece depois que fechamos os olhos. Nossa vida paralela. O momento em que as almas se encontram, dizem.

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Sexta-feira, Maio 30, 2003

Acho que nasci pra fama
Fui buscar nos arquivos do blog oficial um sonho louco que eu tive há quase um ano atrás.

"Eu numa festa só de chiques e famosos. Luciano "pai da Sasha" Szafir era meu melhor amigo, amigão mesmo de trocar confidências. E o meu amigo estava apaixonado por outra super amiga minha, Nicole. Nicole Kidman, fique bem claro! Luciano todo amoroso fazia um bolo para ela, que distribuía pedaços para todos na festa, mas não comia um farelo sequer. "Sou diabética", dizia. Agora, o cúmulo: Nicole pegava o que tinha sobrado do bolo e guardava num Tapawere! Tapawere! Que nem nossos parentes e vizinhos bregas! Ainda saía dizendo que era para o namorado, "que ficou em casa estudando"(!). Nessa hora, Lú (Lú!? Ele é meu amigo, lembra?) fica arrasado e diz que vai embora porque para ele "a festa acabou". Antes de sair, se vira pra mim e pergunta: "Quem convidou aquela ridícula e incoveniente da Shakira? Ô mulher do meu abuso!". Só... The End."

Dias e Noites
Publicado originalmente no dia 4.7.2002
MISS KOLTRANE at 12:08 AM
Interprete:

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Terça-feira, Maio 27, 2003

Esse é o sonho mais antigo de que consigo me lembrar. Tinha sete ou oito anos, meus pais tinham saído em segunda lua-de-mel e me deixado na casa dos meus avós. O gabinete do meu avô era um paraíso. Primeiro, que era no segundo piso da casa, em cima da garagem. Tinha a maior cara de "base secreta", essas fantasias de criança. Meu avô adorava caçar, então tinha umas aves empalhadas, e outras coisas do gênero, além de uma máquina de escrever, que na época era o máximo da tecnologia pra mim, e eu passava o dia brincando e recebendo carão para não gastar a fita de tinta. De mobiliário, havia uma estante cheia de livros - uns até não recomendados para crianças de sete anos, mas nunca lhe disse isso - e um sofá de couro cor caramelo.

Pois, então. O ponto central do sonho é este sofá caramelo.

O sonho não tem nada demais. Só o fato de eu subir as escadas pro gabinete do meu avô e encontrar vários botos - sim, o cetáceo - deitados no sofá do meu avô. Não se resumiam a botos cor-de-rosa. Havia um amarelo, um verde, outro azul, toda a cartela pantone em festa. Eram botos super simpáticos. Conversamos muito sobre livros - na época eu estava lendo o Sítio do Picapau Amarelo, pense - desenhos animados, figurinhas, brinquedos, professora do colégio e irmãos mais novos que enchem o saco.

Foi uma das melhores conversas que tive na vida.
Saudades dos meus amigos botos. Durante esses anos todos, sempre esperei que eles aparecessem novamente pra gente fazer uma festinha.
RENATA BARBOSA at 11:43 PM
Interprete:

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Bom, lá vou eu estrear o blog. Gostaria que o primeiro sonho fosse um que eu tive há uns três anos atrás, altamente "videoclíptico" e cheio significações, mas o tempo pouco me fez deixar pra outro dia. Pois vamos ao que eu sonhei semana passada.

Que o Rio de Janeiro está um verdadeiro caos, todo mundo já sabe. Basta ligar a TV. Mas a TV não mostra tudo, não. Semana passada, minha irmã chegou do Rio de Janeiro e contou que a situação está muito pior. Lá, ela morava na zona sul, área nobre, bairro do Flamengo, mas mesmo assim não estava livre. Ela contou que já passou por vários tiroteios, ouvia tiros no meio da madrugada e presenciou ônibus sendo incendiados. Viu motoristas dando ré desesperados no túnel para fugir de falsas blitzes e o comércio todo fechado por causa de um traficate. E ainda passou por um arrastão. Fiquei impressionada.

E talvez tenha sido por isso que eu sonhei com o grande arrastão da 13 de Maio. No meu sonho, eu vinha pela avenida, ouvindo música, feliz e contente depois de sair da prova do francês (e isso só podia ser sonho mesmo), quando de repente, eu via vários carros na contramão, subindo os canteiros, dando ré. E de repente, surgiam do nada, como se brotassem do alfasto centenas de homens armados com fuzis, escopetas e - pasme - até martelos. O que assaltantes super bem armados faziam com martelos, não me pergunte. Aí eu ouvia no rádio que a 13 de Maio estava sob o domínio de homens armados desde a Escola Técnica (ou CEFET, que seja) até a Barão de Studart. Justamente o trecho que eu pego para vir pra casa. Agora, imagine: do CEFET à Br. de Studart é um bom pedaço. Pense nas dimensões do arrastão!!! Os bandidos ficavam andando entre os carros tranqüilamente, com sacos cheios do apurado do roubo, iguais àqueles dos ladrões de desenhos animados, com cifrão e tudo. Aí eu olhava para o lado e tinha um deles socando a cara de um outro contra um canteiro de flores da entrada do CEFET. Ainda não reparei se esse canteiro existe de fato ali. Ah, ia esquecendo do detalhe: no meio disso tudo, tinha uma velhinha surda (e meio lesa) que andava tranquilamente, sem reaparar no caos a sua volta.

E o melhor é que o meu carro era totalmente Matrix. Devia ser tipo um daqueles gêmeos albinos, já que eu ia passando normalmente pelo meio da confusão sem ser abordada, sem parar no congestionamento, nada. Mera espectadora.
MISS KOLTRANE at 12:58 PM
Interprete:

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Segunda-feira, Maio 26, 2003

alô :)
RENATA BARBOSA at 6:46 AM
Interprete:

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outros teste
MISS KOLTRANE at 1:57 AM
Interprete:

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teste
MISS KOLTRANE at 12:54 AM
Interprete:

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